Mais uma vez cobramos do governador concurso na Cemig

22 de Maio de 2017 às 08:00

A palavra do governador Fernando Pimentel para a categoria eletricitária de que seu governo combateria a terceirização na Cemig e promoveria a primarização das atividades fim continua sem ser cumprida. Pelo contrário, a empresa permanece lançando licitações para a contratação de serviços terceirizados, como se não houvesse nenhum compromisso do governo estadual.

Em 17 de abril a Cemig publicou edital de licitação na modalidade pregão eletrônico MS/CS-H10764, para a contratação de mão de obra terceirizada na Operação e Manutenção (O&M) de usinas e subestações da estatal.

Protestamos e encaminhamos o Ofício Sindieletro MG/102/2017 para o governador Fernando Pimentel, no dia 05 de maio, cobrando o cancelamento do pregão de terceirização e a abertura imediata de concurso público na empresa. Também cobramos coerência e respeito do governador com o compromisso de promover a primarização na estatal e de ter pactuado um programa de valorização dos eletricitários e a melhoria dos serviços públicos à população.

Até o fechamento desta edição a resposta do governador Fernando Pimentel não havia chegado ao Sindieletro, o que prova que o silêncio dele se mantém, ignorando o que falou e não praticou.

No Ofício, mostramos as incoerências do governo e da diretoria da Cemig. Lembramos que o principal compromisso que o governador fez com os eletricitários da Cemig em 2014, durante a sua campanha eleitoral, foi de realizar concurso público para contratar 1.500 eletricistas.

Lembramos também que, em reunião no dia 23 de novembro de 2016 com oSindieletro,  o próprio governador e seus secretários de Estado, Odair Cunha e Alcione Comonian,  além do então presidente da Cemig, Mauro Borges, e dos diretores da estatal  à época, Márcio Serrano (RH) e Luis Fernando Paroli (RI– Relações Institucionais), reafirmaram o  compromisso de primarização por meio de concurso público na Cemig. Márcio Serrano, inclusive, disse na ocasião que o edital seria publicado “em cerca de uma semana” a partir daquela data.

A empresa também descumpriu a cláusula da primarização no ACT 2015/2016 . Pelo Acordo, a Cemig deveria contratar400 trabalhadores, entre técnicos e eletricistas.

O Sindicato ainda lembrou ao governador que, enquanto não honra a palavra, a estatal continua a registrar queda na qualidade dos serviços e, muito pior,a empresa corre o real risco de perder a concessão da Cemig D se não cumprir a meta do DEC (tempo que o consumidor fica sem energia elétrica) estabelecida pela Aneel até 2020. Além disso, com o quadro de trabalhadores reduzido, aliado à ineficiência da terceirização, há 50 mil obras em atraso na Cemig, falta de investimentos e precarização do trabalho, com mais riscos à saúde e segurança dos eletricitários.

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