Transição energética: o papel estratégico da Cemig na construção de um futuro sustentável e democrático para Minas Gerais



Transição energética: o papel estratégico da Cemig na construção de um futuro sustentável e democrático para Minas Gerais

Muito se fala sobre a transição energética justa e o papel do Estado e das empresas públicas na elaboração de políticas que conciliem avanço social, inovação tecnológica e preservação ambiental. A transição energética, que busca substituir os combustíveis fósseis por fontes renováveis, tornou-se um imperativo do século XXI. Em Minas Gerais, a Cemig é peça-chave nesse processo, com a responsabilidade de liderar essa transformação de forma a beneficiar a sociedade como um todo, sem deixar ninguém para trás.

A dependência de combustíveis fósseis tem consequências devastadoras para o planeta, agravando a crise climática, ampliando desigualdades e colocando em risco a sobrevivência das futuras gerações. A transição para fontes renováveis como a solar, eólica e biomassa vai além de uma questão ambiental: é um passo fundamental para promover justiça social e econômica. Essa mudança cria empregos ecologicamente sustentáveis, reduz desigualdades regionais e democratiza o acesso à energia limpa.

No entanto, uma transição energética que realmente beneficie a população exige planejamento e orientação pelo interesse público. Empresas públicas como a Cemig têm o compromisso de priorizar projetos que considerem os impactos sociais, econômicos e ambientais dessa transição, promovendo um modelo de desenvolvimento inclusivo. A privatização, por outro lado, subordina essas prioridades ao lucro e aos interesses de acionistas.

 

Financeirização x transição energética justa

Um fenômeno que merece atenção no contexto da transição energética é a financeirização, que inclui a venda de energia solar por instituições financeiras. O mercado apresenta essa prática como uma forma de democratizar o acesso à energia limpa, mas também apresenta riscos e desafios que precisam ser enfrentados.

A privatização do setor elétrico tem garantido a entrega dos recursos estratégicos de todo o país a interesses privados, que priorizam dividendos para acionistas em vez de qualidade no serviço. Experiências de privatização no setor elétrico, como as da Celg, em Goiás e da Eletropaulo, em São Paulo, mostram um padrão preocupante: tarifas mais altas, serviços precarizados e exclusão de populações menos rentáveis.

Além disso, a privatização compromete o setor produtivo, que enfrentaria custos energéticos mais altos e sofreria instabilidade, prejudicando o desenvolvimento econômico do país. No que tange à transição energética, sua condução por parte das empresas privadas tem desviado o foco das verdadeiras vantagens do processo, enfraquecendo os legítimos objetivos sociais e de desenvolvimento.

 

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Minas Gerais é referência

Minas Gerais é um dos maiores polos de geração de energia renovável no Brasil, com destaque para a energia solar fotovoltaica e para o grande potencial na geração de energia eólica. Nosso estado tem potencial natural e capacidade tecnológica para liderar o Brasil nesta seara. A Cemig, como empresa pública, está posicionada para liderar investimentos estratégicos que contribuam não apenas para a descarbonização da economia, mas também garantam inclusão social e desenvolvimento regional.

Manter a Cemig pública é indispensável para que a transição energética seja planejada e focada no bem-estar coletivo. Esse planejamento estatal pode priorizar comunidades historicamente marginalizadas, impulsionar projetos sustentáveis e garantir oportunidades para todos os mineiros, respeitando as especificidades de cada região.

A energia limpa deve ser um direito de todos, não um privilégio. É responsabilidade do poder público democratizar o acesso a tecnologias sustentáveis, ampliando programas de eficiência energética e garantindo tarifas sociais que protejam os mais vulneráveis. É fundamental preservar o caráter público e universal da energia para garantir que potenciais conquistas sejam universalizadas e não apropriadas por poucos.

Como empresa pública, a Cemig tem a capacidade de liderar a transição energética em Minas Gerais com justiça social, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento econômico integrado. Parcerias com universidades e centros de pesquisa podem impulsionar a inovação tecnológica, fortalecendo a economia local e gerando empregos qualificados.

Ao manter a Cemig pública, Minas Gerais pode se posicionar como referência em energia renovável, garantindo que os benefícios da transição energética sejam amplamente distribuídos e reduzam desigualdades no estado.

A transição energética é uma oportunidade histórica para Minas Gerais construir um futuro mais justo e sustentável. A financeirização desse processo pode ser um instrumento útil, mas exige regulação e fiscalização para proteger o interesse público.

Defender a Cemig como patrimônio público é lutar por um futuro em que a energia limpa seja acessível a todos, assegurando qualidade de vida e preservação ambiental. O destino de Minas Gerais depende de uma Cemig forte, pública e comprometida com o bem-estar coletivo.

 

Emerson Andrada Leite, coordenador geral do Sindieletro

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