Os trabalhadores concursados do quadro próprio da Cemig vêm passando por uma situação de precarização e frustração desde fevereiro de 2022, quando ocuparam seus cargos na empresa. Originalmente destinados a atuar no Centro de Operação do Sistema ou em serviços de campo, as turmas foram encaminhadas para o recém-criado Centro de Serviços Integrados.
A mudança acarretou numa série de prejuízos para os eletricitários, a começar pela falta dos adicionais de outros setores, como anuênio e Maria Rosa. No COS, por exemplo, há até 40% de adicional (15% sala, 15% gratificação e 5%, se aprovado na ONS). No CSI também não há possibilidade de progressão de carreira.
Embora os adicionais sejam bem diferentes, a pressão por produtividade, a sobrecarga e o regime em escala são equiparáveis às rotinas do COS e COD. Para coroar, ainda há o transtorno para quem veio do interior para trabalhar na capital do estado. As despesas com aluguel, transporte e mantimentos são altas, e o salário reduzido não comporta todas as contas – nesse aspecto, a situação dos trabalhadores se assemelha às condições dos profissionais das empreiteiras.
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Muitos trabalhadores saíram de outros empregos e abriram mão de outros concursos para trabalhar nos setores que desejavam. Naturalmente, todos se sentem enganados por terem sido chamados para um posto e serem alocados em outro.
O adoecimento está gritante e muitos estão participando do programa de saúde mental da própria Cemig devido às condições de trabalho na empresa – correlação que o Sindieletro fez à época do lançamento do programa. Já houve solicitação de desligamento de alguns trabalhadores por conta da situação, e o setor já possui processos trabalhistas.
Mais uma vez a gestão Zema na Cemig ludibria os eletricitários, ignorando suas necessidades e expectativas e impondo-lhes uma realidade que não foi sequer dialogada.