Desde a segunda-feira (10), trabalhadores da Serta em toda Minas Gerais estão parados, alguns em operação reduzida e outros em greve, por conta de atrasos nos salários e benefícios. A empresa deveria ter depositado o salário até o quinto dia útil, na última sexta-feira (7), mas até o momento não pagou os empregados que também sofrem com outro problema: a Cemig paga por horas, quando o acordado foi o salário mínimo fechado.
O registro da imagem é de Conselheiro Lafaiete, mas a situação se estende por todo o estado. Há uma outra questão envolvendo alguns trabalhadores: ao consultar o extrato do FGTS, perceberam que consta apenas uma parcela do depósito mensal. Ou seja: os encargos sociais também estão em atraso. A situação ganha outros tons de absurdo quando recebemos a notícia de que supervisores e pessoas de cargos de alto escalão receberam seus vencimentos, mas a base, não.
O coordenador da Mantiqueira, Fabio Parreira, prestou assistência aos trabalhadores ao visitar localidades em Conselheiro Lafaiete e Barbacena. “Prestamos assistência técnica e jurídica aos trabalhadores, orientando que procurem a representação legal e prestem queixa no Ministério Público do Trabalho”, disse.
O atraso angustia os trabalhadores da empresa. “Temos nossas contas para pagar e a Serta não dá uma solução. Dizem que estão verificando... Isso é muito humilhante, pois nós sempre colaboramos para o conforto dos funcionários da Cemig”, nos relata um dos funcionários. A solidariedade entre o pessoal do quadro próprio e os terceirizados se expande nesse momento, no entanto. Nossa fonte confirma que estão recebendo apoio dos colegas.
O problema se agrava de acordo com relatos de coação. “Supervisores da Cemig e da Serta estão ameaçando os trabalhadores para coibir a greve, ameaçando suspender vale alimentação e vale transporte e até cortar dia de trabalho, o que é um disparate se pensar que os trabalhadores sequer receberam”, diz nossa fonte.
No momento, a Serta ainda não pagou os trabalhadores. Os trabalhadores seguem paralisados em algumas localidades, enquanto em outras realizam operação tartaruga, atuando em 50% de disponibilidade até que a empresa deposite os salários. O Sindieletro segue orientando os trabalhadores e mantém contato com a Serta para que os pagamentos sejam efetuados e a normalidade na empresa, bem como na vida pessoal dos empregados, seja restaurada.
-------------------------------------------------------
Acompanhe o Sindieletro nas redes sociais:
ATENÇÃO: entre nos nossos GRUPOS EXCLUSIVOS no WhatsApp e Telegram para receber notícias do Sindieletro!
(Os grupos são fechados e apenas a Comunicação oficial do Sindieletro envia as mensagens)
Solicite sua entrada: envie uma mensagem para o Sindieletro no WhatsApp.
-------------------------------------------------------