Na última semana, os trabalhadores da ativa da Cemig sofreram intensamente por conta da pressão da gestão da empresa, que concentrou esforços para que os empregados migrassem do atual PSI para o novo plano precarizado. De breves conversas ao pé do ouvido até ameaças explícitas com a possibilidade de aumentos exorbitantes nas mensalidades do plano, a categoria sofreu uma cruel investida que não possui outro nome que não assédio moral.
Caminho sem volta
Os novos planos permanecem sob total controle da Cemig e oferecem coberturas reduzidas em comparação ao PSI. Alertamos que a migração é um caminho sem volta para um plano sem acordo e sem garantias, onde a Cemig pode fazer o que quiser. A batalha judicial ainda não acabou, portanto não há motivos para tomar atitudes aos tropeços.
Os efeitos da migração são prejudiciais para a coletividade e para a Cemig Saúde. Quem ganha nesse processo são apenas os acionistas da Cemig e o governador, que atende ao pleito dos possíveis compradores da Cemig.
O presidente da Cemig Saúde, Anderson Ferreira, e um dos conselheiros indicados foram às bases e promoveram lives para espalhar desinformação, atentando contra a saúde financeira da empresa que gerenciam. Não há punição para eles, é claro. Afinal, promovem os interesses dos poderosos que os mantêm em seus cargos com volumosos salários, parte deles pagos com dinheiro dos próprios beneficiários prejudicados.
A gestão Zema na Cemig deseja arruinar o PSI: provocar sua falência, estourar os custos e, consequentemente, impedir que milhares de beneficiários tenham acesso a um sistema de saúde digno, mesmo após décadas de dedicação que contribuíram diretamente para o enriquecimento da estatal mineira.
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Cemig passou por cima da Justiça
Os gestores da Cemig e da Cemig Saúde não têm limites e se colocam acima até mesmo das determinações judiciais – a liminar expedida pela Justiça em 15 de fevereiro de 2023 vedava à Cemig, inclusive, de estabelecer outros planos que objetivassem a inviabilização do PSI. Essa decisão foi ignorada pela gestão da concessionária de energia e da operadora de saúde.
No processo 0010003-64.2022.5.03.0024, os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) concederam tutela de urgência (ou seja, de aplicação imediata) que determinava que a CEMIG continuasse a
“a arcar com a sua cota de contribuição de R$1.031,85 per caput para os participantes ativos e inativos do Plano Cemig Saúde, bem como não estabeleça outros planos que objetivem a inviabilização do PSI - Plano de Saúde Integrado, sob pena de multa diária de R$100,00 por participante prejudicado, até ulterior decisão de mérito, vencido o Exmo. Des. Relator, que lhe negava provimento”.
O flagrante desrespeito da Cemig aos acordos firmados e até mesmo às decisões judiciais exige dos trabalhadores ativos e aposentados constante mobilização, a fim de demandar das instituições a responsabilização dos responsáveis. As entidades representativas estão atentas e tomarão todas as providências para garantir o direito de existência do PSI.
Apesar do medo, o momento é de resistência, coragem e de unidade entre os beneficiários do plano, para garantir dignidade e trabalho aos que produzem as riquezas usufruídas pelos donos do capital. É preciso garantir a vida daqueles que construíram esse patrimônio com a própria saúde. Àqueles que abriram os caminhos, colocaram as pedras e espalharam os cabos que, como veias, levaram a energia necessária para o desenvolvimento das gerais. Minas somos todos nós. Os forasteiros não podem nos vencer jamais.