Atualmente, a gestão da Cemig tem usado termos novos para se referir a nós, empregados. Nos chamam de “colaboradores” e chamam os chefes de “líderes”. Não precisamos discorrer aqui sobre o porquê dessa atitude ser errada – o empregado da Cemig sabe que não é colaborador. Por mais que tenhamos o dever de servir bem ao povo mineiro, trabalhamos para sobreviver. Contudo, precisamos entender por que a empresa tem adotado essa estratégia.
Um setor que “veste a camisa”, que “dá aqueles 10% a mais” ou que age “como uma família” sai mais barato para a empresa. No fundo, eles só querem fazer mais com menos. No frigir dos ovos, é tudo pelo dinheiro. Essa lógica tem extraído tudo o que pode do funcionário e é um dos motivos do lucro astronômico da empresa nos últimos anos. Vale lembrar que, pela nova lógica de PLR adotada pela gestão da Cemig, mesmo que o lucro seja enorme nós não receberemos uma parte dele. Você colabora com o lucro, mas não ganha nada a mais com isso.
Será que a Cemig tem agido como uma família? Pais cortariam o vale-alimentação de seus filhos no Natal? Um filho faria de tudo para cortar o plano de saúde de seu pai aposentado? Se a atual gestão da Cemig é uma família, alguém acione o conselho tutelar!
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A face mais cruel dessa política da empresa se mostra, no entanto, quando nos jogam uns contra os outros. O funcionário que não cai nessas armadilhas acaba sendo julgado por todos e a ele são ditas frases como: “Se você não fizer essa hora extra, vai sobrecarregar outra pessoa!”
Mas o que sobrecarrega de verdade os nossos companheiros é a falta de funcionários. Qualquer que seja o empregado que esteja lendo este artigo, é muito provável que seu setor precise de mais pessoas. E a maneira de ajudar os seus companheiros é lutando por nossos direitos e por um amplo concurso para eletricistas.
Somos trabalhadores, somos empregados! Quem precisa colaborar é a diretoria da Cemig, que dificulta a relação trabalhista em diversas instâncias, precarizando o dia a dia laboral e a celebração dos acordos da categoria.
Colabora aí, Reynaldo!