Leilão de Usinas: Passanezi tenta fazer a lição de casa



Leilão de Usinas: Passanezi tenta fazer a lição de casa

No último dia 5, a Âmbar Energia, braço energético do conglomerado de Joesley Batista, arrematou quatro usinas hidrelétricas da Cemig em um leilão que entregou ao capital privado as usinas de Marmelos, Martins, Sinceridade e a PCH Machado Mineiro, com capacidade total de 14,8 MW. As usinas foram adquiridas por R$ 52 milhões, superando o lance mínimo de R$ 29,1 milhões.

Apesar do destaque dado pela imprensa especializada ao sucesso financeiro do leilão, é importante considerar os impactos mais amplos dessa venda para a população mineira e o setor energético como um todo. A venda das usinas representa a alienação de recursos estratégicos que, sob controle estatal, poderiam ser usados para fortalecer a capacidade pública de planejamento energético e promover a transição energética de maneira inclusiva e democrática.

Experiências de privatização em outros estados indicam que a venda de ativos inevitavelmente leva a um aumento nas tarifas e à precarização dos serviços, uma vez que a prioridade do novo proprietário é a maximização de lucros. Como empresa pública, a Cemig tem a responsabilidade de equilibrar eficiência econômica e justiça social. A alienação de usinas pode enfraquecer a capacidade da companhia de atuar como ferramenta de desenvolvimento regional, especialmente em áreas menos favorecidas.

A financeirização do setor energético e a busca incessante pelo lucro, através da transformação de um bem essencial em mercadoria, dificultam a criação de políticas inclusivas pelo poder público. A Cemig, como empresa pública, poderia liderar um processo de transição energética planejado e orientado pelo interesse público em todo o país. Com a venda de ativos, a dependência de instituições privadas para implementar projetos de energia limpa pode levar à exclusão de comunidades marginalizadas e ao enfraquecimento de políticas sociais.

Na dificuldade de privatizar integralmente a Cemig, Reynaldo Passanezi cumpre a lição de casa entregando a empresa em fatias ao mercado financeiro. Defender o controle público de empresas como a Cemig não é apenas uma questão ideológica, mas uma estratégia para garantir o acesso universal à energia limpa, promover o desenvolvimento sustentável e combater as desigualdades regionais. A alienação de ativos estratégicos levanta questões fundamentais sobre o futuro da política energética em Minas Gerais e no Brasil.

 

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