Governo Zema admite dificuldades para privatizar Cemig e Copasa



Governo Zema admite dificuldades para privatizar Cemig e Copasa

Um mês após encaminhar as privatizações de Cemig e Copasa à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o governo Romeu Zema (Novo) admitiu que terá dificuldades para aprová-las. De acordo com Gustavo Valadares, secretário de governo, a articulação de Zema começará apenas quando as propostas iniciarem a tramitação, em 2025. “Se você for hoje na ALMG e perguntar aos deputados, é bem provável que a maioria deles esteja descrente quanto à possibilidade de aprovação. Isso é natural, porque nós não começamos a tramitação destes projetos”, ponderou o secretário de Governo, que ainda reconheceu que as privatizações lhe darão “mais trabalho”.

Apesar de o vice-governador Mateus Simões (Novo) ter projetado as vendas de Cemig e Copasa para o segundo semestre de 2025, as propostas, até agora, não foram recebidas em plenário pelo presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB), o Tadeuzinho, primeiro passo para a tramitação. Logo após ser reeleito, o presidente sugeriu que as privatizações serão lidas somente após o Congresso Nacional aprovar a alternativa ao Regime de Recuperação Fiscal sugerida pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD).

 

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Desde o início deste mandato, o governo Zema enfrenta dificuldades com a base, refletidas no quórum para votações em plenário. Como mostrou o O TEMPO, o sumiço de dez deputados estaduais, sendo três vice-líderes de governo, durante a votação do reajuste do piso e do teto da contribuição para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg) na última semana irritou a articulação do governo.

Para facilitar a privatização de Cemig e Copasa, o governo Zema terá que aprovar uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) encaminhada à ALMG há mais de um ano. De autoria do próprio Palácio Tiradentes, a PEC diminui o número de votos necessários para privatizações de 48 para 39 e põe fim à obrigatoriedade de referendos populares para avalizar a desestatização das empresas. 

 

Fonte: O Tempo

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