Eletricitários da Ecel em greve desde o dia 17 lutam por dignidade



Eletricitários da Ecel em greve desde o dia 17 lutam por dignidade

Não houve acordo na audiência realizada no último dia 30, na Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano, entre a Ecel Engenharia e Construções e os eletricitários que estão em greve desde o dia 17 de julho. Por isso, o juiz, André Barbieri Aidar, encaminhará a ação de dissídio de greve para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A empreiteira pediu que fosse reconhecida a ilegalidade da greve e determinado que o movimento dos trabalhadores pagasse indenização por danos morais e materiais, alegando que a mobilização causou prejuízos no faturamento. Mas Esqueceu que o direito de greve é garantido por lei. A Ecel também foi contraditória, pois não reconhece a representatividade do Sindieletro, recolhendo o imposto sindical para outra entidade, mas abriu a ação contra o Sindicato.

Que diálogo é esse?

O representante da Ecel afirmou que a empresa sempre esteve aberta ao diálogo. Na prática, porém, não atende as reivindicações dos eletricitários. Eles cobram reajuste dos salários, implantação de um plano de saúde, pagamento das horas extras, reajuste do tíquete alimentação e condições dignas de trabalho.

Foi relatado para o juiz que a direção da empresa acionou a polícia para que os trabalhadores saíssem do pátio, ameaçou retirar os trabalhadores do alojamento e cortou o fornecimento de refeição. Os próprios eletricitários recolheram dinheiro entre os colegas para a compra de alimentos.

Um eletricitário mostrou para o juiz a manipulação da folha de ponto já que a Ecel exige que o horário seja anotado sem as horas extras. Trabalhadores denunciam outras irregularidades como atraso no pagamento de férias e a recusa de atestados médicos. “Nós temos horário para começar a trabalhar, mas não para sair. A empresa esquece que a escravidão foi abolida em 1888. Não podemos trabalhar de graça para a Ecel e não vamos aceitar esta situação”, salientou.

Resistência e luta

Os trabalhadores decidiram manter a greve e no último dia 1º fizeram um ato em frente à portaria da Cemig em Ipatinga, com a realização de pedágio solidário. Em pouco mais de uma hora foram arrecadados R$ 355 que serão utilizados na compra de cestas básicas.

Para ampliar o movimento, no último dia 2, os eletricitários foram para João Monlevade e Guanhães, convencer os trabalhadores que ainda estão trabalhando sobre a importância de aderirem à greve.

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