Ontem, quinta-feira (17), perto da sede do sindicato na regional Triângulo, na Av. Comendador Alexandrino Garcia, aconteceu uma situação que caracteriza a falta de cuidado da gestão da Cemig com os equipamentos, com a população e a rede.
Eu trabalho há 37 anos na Cemig. Sou técnico de manutenção da distribuição. Durante todo o meu tempo de trabalho, sempre vi Cemig como uma empresa preocupada com a manutenção preventiva das redes, equipamentos e instalações. O que eu vi acontecer ontem é algo totalmente contrário a isso.
Ontem choveu forte em Uberlândia e, durante essa chuva, ocorreram vários curto circuitos na bucha de um religador. Mais de cinco, com a emissão de uma forte claridade e intenso calor relatados pelos mecânicos das oficinas que ficam logo abaixo do poste.
As pessoas se assustaram e correram para tirar os carros dos clientes de baixo do religador, com medo de danificar os veículos. O barulho foi muito alto, a claridade foi muito intensa e emanou intenso calor. O curto circuito foi devido a um ninho que estava sobre a carcaça do religador e, em contato com a área energizada, foi condutor de energia no momento do escoamento da água da chuva.
Na prática, se houvesse manutenção preventiva, limpeza e a retirada do ninho, isso não teria acontecido. É do nosso conhecimento que a manutenção preventiva minimiza ao máximo as ocorrências e diminui o efeito dos eventos, acarretando menos prejuízo.
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O que houve ontem? Deu um curto circuito atrás do outro até que o equipamento desligou. Por volta de 16h30, vários consumidores ficaram sem energia. Um técnico da Cemig e dois trabalhadores da empreiteira precisaram atender a ocorrência. Foi necessário desconectar os jampers da rede para isolar o religador. Os trabalhos começaram por volta das 17h e as manobras terminaram às 22h20.
Durante esse período, consumidores e comércio ficaram no prejuízo. Além disso, o equipamento provavelmente deu perda total: a rede vai ficar sem ele até que se programe a substituição e o religador permanecerá danificado no poste. Houve prejuízo com a mão de obra, hora extra para os trabalhadores da empreiteira e, para coroar, aumento do DEC da Cemig.
Tudo isso teria sido evitado se fosse feita a inspeção e a consequente retirada do ninho antes do período de chuvas. Essa é a má gestão de Romeu Zema na Cemig: nenhum compromisso com a segurança da população, tampouco com os direitos dos consumidores mineiros. Nossa luta precisa ser contínua para defender a Cemig e garantir a continuidade do fornecimento de energia com qualidade e constância para Minas Gerais.
William Franklin – Coordenador da regional Triângulo e conselheiro da Cemig Saúde.