O ex-prefeito de Unaí Antério Mânica foi condenado a 100 anos de prisão pelo assassinato de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho no crime que ficou conhecido como chacina de Unaí.
Como já cumpriu 26 dias de prisão, terá que cumprir ainda 99 anos, 11 meses e quatro dias. Na semana passada, seu irmão, o fazendeiro Norberto Mânica também foi condenado a 100 anos apontado como um dos mandantes do crime.
Os jurados entenderam que Antério agiu em conjunto com o irmão como mandante do assassinato de Nelson José da Silva, principal alvo dos pistoleiros.
Em sua sentença o juiz Murilo Fernandes afirmou que Antério "merece uma maior censura por sua condição social que dispunha no município de Unaí, condição esse que deveria levá-lo a ter maior controle sobre os seus instintos", afirmou o magistrado.
Assim como Norberto e José Alberto Castro, outro réu condenado na semana passada, Antério poderá recorrer da decisão em liberdade, mas terá que entregar o seu passaporte para a justiça, para evitar que fuja do País.
Nos dois dias de júri, os testemunhos contra Antério não confirmavam sua participação no crime, ao contrário do que aconteceu com Norberto.
Porém, a presença de um carro do mesmo modelo da mulher de Antério em uma reunião entre pistoleiros e intermediários um dia antes do crime e ligações de sua fazenda para a cidade de Formosa(GO), onde moravam os pistoleiros, convenceram o júri que o ex-prefeito participou da encomenda do crime.
Outra prova levantada pelo Ministério Público Federal foi a posição de liderança que Antério tinha sobre os demais irmãos e as reclamações que já havia feito sobre as fiscalizações dos auditores em sua fazenda.
Outros três irmãos Mânica acompanharam o julgamento de Antério, e demonstraram grande tristeza durante a leitura da sentença.
Fonte: O Tempo