Avaliação do quarto encontro na mesa de PLR



Avaliação do quarto encontro na mesa de PLR

Não era exercício de futurologia! O cenário avaliado pelo Sindieletro se confirmou no final da tarde do dia 21 de fevereiro, no quarto encontro na mesa de PLR. Os representantes da gestão da empresa apresentaram a prometida proposta, sem que houvesse uma negociação mínima. O coordenador do comitê da gestão da empresa, João Paulo Vaz, foi enfático no terceiro encontro ao dizer que apresentariam uma proposta baseada nas premissas que a gestão da empresa entendia ser melhor para os trabalhadores. Aff! Como se a gestão soubesse o que é melhor para nós, trabalhadores.

A proposta apresentada é baseada nas mesmas condições do atual acordo, com os mesmos problemas em relação aos gatilhos, indicadores específicos que não são negociados com os sindicatos e não garantem isonomia (serão apresentados 10 dias após o fechamento do acordo de PLR), além de autorização para a gestão pagar, no sigilo, múltiplos salariais diferenciados para gerentes e superintendentes.

Acrescentaram dois indicadores corporativos: Passivo trabalhista, com meta de redução da provisão de R$40 milhões, e OPEX D e T com meta de 7% abaixo do regulatório. No atual acordo são seis indicadores.

No terceiro encontro, João Paulo Vaz também mencionou que no atual modelo de PLR a Cemig acompanha os modelos que estão sendo praticados no mercado. A assessoria econômica do Sindieletro fez o levantamento de diversos acordos de PLR de outras categorias para dialogar na mesa e apresentar uma realidade diferente defendida pelo gestor.

O acordo de PLR 2023 dos trabalhadores da Petrobras, assinado em janeiro de 2024, tem como conceito o exercício da isonomia aplicando 6 indicadores globais para o conjunto dos trabalhadores. O acordo dos petroleiros garante até 6 remunerações para os salários menores e uma redução gradual do múltiplo para salários maiores, à medida que os salários vão crescendo. Para remunerações a partir de R$ 13 mil, o múltiplo passa para 3 remunerações; além disso, há um teto para pagamento que limita o valor dos cargos da alta gestão.

O acordo da Copel 2023/2024 prevê um montante de 6,69% do Lucro Líquido para atingimento de 100% proporcional das metas e a forma de distribuição da seguinte forma: em 2023, 65% linear e 35% proporcional; já em 2024, 60% linear e 40% proporcional. Também são estabelecidas 8 metas globais. Também não existem indicadores específicos no acordo.
Foram citados também os exemplos da Energisa Sergipe, cujo acordo de PLR prevê apenas 8 indicadores coletivos, e os acordos da CPFL que, embora tenham distribuição proporcional aos salários, preveem um valor mínimo de referência para favorecer os trabalhadores de menor remuneração.

Os exemplos acima citados trazem dois aspectos que precisam ser melhor debatidos para o nosso acordo de PLR: a questão dos indicadores e a necessidade de maior justiça na forma de distribuição. Os exemplos demonstram que existem modelos mais adequados que a proposta de PLR da Cemig, além de comprovarem a distorção da realidade apresentada pelo representante da gestão Zema no encontro de PLR.

A direção do Sindieletro estará reunida na noite do dia 22 de fevereiro para dar os devidos encaminhamentos e tratativas.

Cemig: esse “trem” é nosso!

 

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