Nova proposta da diretoria da Cemig mantém retirada de direitos dos trabalhadores e oferece ZERO de ganho real. Prorrogação da data-base somente até o dia 7 é insuficiente para uma boa negociação.
O Conselho Deliberativo do Sindieletro esteve reunido na última quarta-feira, 2, para avaliar a nossa campanha e a proposta apresentada pela Cemig no dia 31 de outubro.
De quinta-feira, 3, até o dia 7 de novembro, realizaremos assembleias em todo o estado para deliberar sobre a proposta da empresa.
Nossa campanha continua pautada pela defesa intransigente dos nossos direitos, pelo cumprimento dos acordos assinados e pela valorização da categoria. Neste momento,
intensificar a mobilização é condição indispensável para que a Cemig mude a postura nas negociações e atenda aos anseios dos trabalhadores. Vamos mobilizar para avançar!
DNA de luta – Todas as cláusulas da sentença que defendemos no nosso ACT são fruto da luta de muitos que estiveram na Cemig antes de nós, e que se recusaram a ser coadjuvantes. Por isso, é nosso dever honrar essa categoria e lutar não só pela manutenção de direitos, mas por mais avanços conquistas. É nosso dever, companheiros (as), ser os protagonistas dessa história.
Que não dependamos das promessas não cumpridas de Pimentel e Mauro Borges, ou da enrolação da atual diretoria da Cemig. Nossa parcela de contribuição
nesta empresa será marcada com luta, união e muita mobilização! Nos vemos nas portarias!
CONTRAPROPOSTA DO CONSELHO DELIBERATIVO DO SINDIELETRO PARA ENCAMINHAMENTO NAS ASSEMBLEIAS
- Garantir a preservação das cláusulas da Sentença Normativa, sem a retirada de direitos;
- Além do INPC, reivindicamos a distribuição da verba do PCR (1,2%) de forma linear a todos os trabalhadores, a título de aumento real, em 1º de novembro;
- Não aceitamos a inclusão da cláusula da Periculosidade sobre o salário base no nosso ACT. O TST retirou a cláusula do nosso Acordo em 2014 e a Cemig quer voltar com ela agora. A proposta joga por terra todas as ações judiciais que cobram a aplicação da periculosidade sobre a renda bruta, inclusive os empregados que já ganharam na justiça e tiveram a implantação da periculosidade sobre a renda bruta terão a periculosidade reduzida. E aqueles que estão apenas expostos ao risco perderão o adicional (caso dos técnicos);
- Cobramos o cumprimento imediato dos acordos assinados (Primarização, PCR e Saúde e Segurança);
- Não aceitamos a inclusão do Fator 220 na base de cálculo das horas extras dos trabalhadores do plantão. (Hoje o fator do plantão é 180);
- Cobramos que a Cemig inclua na base de cálculo das horas extras as rubricas da Maria Rosa, periculosidade e função acessória;
- Reafirmamos a reivindicação de anistia dos dias de greve para os trabalhadores que a Cemig não deu condição de compensação, muitas vezes por causa da perseguição de chefias;
- Cobramos que a Cemig cancele imediatamente as readaptações e que discuta, em conjunto com o Sindieletro, as premissas para o processo;
- Cobramos a prorrogação da data-base e a retomada imediata da negociação;
- ACT único, incluindo as SPE das usinas.