No dia 31 de março, o Sindieletro-MG já alertava para movimentações suspeitas envolvendo o prédio da Rua Itambé, da Cemig, em Belo Horizonte. Em vídeo gravado no local, o diretor Ronei Cardoso denunciava a presença de representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) dentro do imóvel, mesmo diante de informações desencontradas sobre sua retirada do leilão.
À época, com o processo ainda em curso e cercado de contradições, o sindicato questionava a falta de transparência e cobrava explicações da empresa e do governo estadual. Também chamava atenção para o destino dos trabalhadores que atuam no prédio, sem qualquer informação clara sobre remanejamento ou garantia de direitos.
Poucos dias depois, em 3 de abril, veio a confirmação: o imóvel foi arrematado pela Fiemg por R$ 27,96 milhões, conforme noticiado pela imprensa. A entidade pretende instalar no local uma universidade corporativa, após um processo de venda marcado por sucessivas tentativas frustradas e mudanças nas regras do leilão.
Os fatos agora confirmam o que o Sindieletro já denunciava: um processo conduzido sem transparência, com decisões que impactam diretamente os trabalhadores sendo tomadas sem diálogo e um patrimônio público negociado em meio a questionamentos.
Trata-se de mais um episódio que reforça a necessidade de apuração e de respostas claras à sociedade e à categoria.
O Sindieletro segue cobrando esclarecimentos sobre as circunstâncias da venda e, principalmente, sobre o futuro dos trabalhadores atingidos. A luta é por transparência, respeito e garantia de direitos.