Palestra realizada dia 24 de julho, no Sindicato dos Jornalistas, reuniu especialistas, sindicalistas e trabalhadores para discutir o verdadeiro impacto da agenda privatista anacrônica do governo Zema
Na noite de quinta-feira (24), a sede do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais foi palco do primeiro encontro do Seminário Popular Contra a Privatização da Cemig e da Copasa. Com o auditório lotado, o debate foi marcado por críticas contundentes à Proposta de Emenda à Constituição 24/23, que pretende eliminar a exigência de consulta popular para a venda das estatais mineiras.
A palestra abordou os impactos sociais, econômicos e políticos de uma possível privatização da Cemig, Copasa e da Empresa Mineira de Comunicação (EMC). Os especialistas convidados destacaram que a lógica de lucro das empresas privadas é incompatível com a garantia de direitos como o acesso à água e à energia.
Segundo os palestrantes, setores essenciais como saneamento e energia não devem ser alvo da lógica capitalista de maximização do lucro, pois isso prejudica o investimento contínuo e adequado, compromete o desenvolvimento do Estado e do país e penaliza diretamente a população com tarifas altas, queda na qualidade dos serviços e exclusão social.
“Pode ser um ótimo negócio para os empresários, mas é um péssimo negócio para o povo”, apontou um dos especialistas. “As experiências internacionais e nacionais já demonstraram isso: onde houve privatização, há processos de reestatização em curso diante dos resultados desastrosos.”
Entre os debatedores estavam o economista Carlos Machado (DIEESE), o engenheiro Alex Aguiar (Senge-MG), o eletricitário Victor Costa (Sintergia-RJ) e a jornalista Lina Rocha, presidenta do Sindicato dos Jornalistas de MG.
A campanha segue com ações educativas e culturais ao longo das próximas semanas, culminando com um grande Seminário Popular em defesa do patrimônio público e dos direitos sociais. A realização é dos sindicatos Sindieletro, Sindágua e Senge-MG, com apoio da Frente Mineira em Defesa do Serviço Público, da CUT-MG e diversas organizações da sociedade.

