Nunca antes na história da Cemig e na história de lutas da categoria se acumularam tantas demandas dos eletricitários.
A atual política de RH se pauta pelas regras do “mercado”, que a todo o momento prioriza o corte de custo em detrimento das condições de trabalho da categoria. Essa política não somente inviabiliza a solução das demandas da categoria, como aumenta os problemas nos processos em diversos setores da empresa, nas próprias condições de trabalho e, consequentemente, na saúde e segurança do trabalhador.
Após fecharmos o Acordo Coletivo de Trabalho, em dezembro de 2016, o Sindieletro tinha aproximadamente dez demandas de trabalhadores sendo tratadas no RH e em outros setores da empresa. A falta de solução para essas pendências, associadas à ausência de autonomia do RH e, ainda, à uma política de pessoal degradante na relação da gestão com os trabalhadores, estão aumentando significativamente o numero de demandas de trabalhadores, que continuam empacadas. Hoje, estamos negociando cerca de 50, que vão se arrastando ao longo deste ano.
São pendências, por exemplo:
– Vários casos de assédio moral
– Problemas na equipe de Rede Subterranea em BH
– Vários casos de readaptação
– Descanso remunerado
– Horário diferenciado do plantão
– Venda de imóveis com transferência do trabalhador
– Quarteirização em Caratinga
– Vários casos de transferência de trabalhador
– Trabalhadores da Cemig cedidos para Gasmig. Eles não são atendidos pelas políticas de RH (nem da Cemig, nem da Gasmig).
– Greve 2015: levantamento das compensações e rever os casos graves que faltam mais de 80 horas para pagar
– Pendências do PPP
– Transferência na Linha Viva do Triângulo, não pagou adicional.
– Sindicâncias.
– PDV
– Credenciamento de técnicos de projetos em campo para a periculosidade
– PLR de 2017: queremos negociar a nossa proposta
– SAP lento
– Descontos de dias de paralisação em setembro e novembro/2016.
– Transporte de trabalhadores na usina de Irapé
– Concurso público
– Técnicos e engenheiros proibidos de fazer solicitações de serviços na Cemig.
– Demissões
– Trabalho individual de operador de usinas
– Problemas da Unimed no interior
– Prorrogação da data-base da usina de Sá Carvalho
– Adiantamento da PLR para filiados de Santos Dumond na base territorial do Sindieletro
– Demissoões
– Dentre outros
Incoerência
A grande contradição é que os próprios gestores que atuam sobre esse modelo de gestão dizem que estão preocupados com o clima na empresa.
O Sindieletro reafirma seu compromisso e luta com a pauta da categoria e repudia o tratamento da gestão da empresa junto aos seus trabalhadores.
Cobramos da gestão da Cemig a imediata solução dessas demandas