Confira a coluna Palavra do Diretor, publicada no Chave Geral 949, e escrita por Ronei Cardoso da Cunha (coordenador da regional Metropolitana).
O Acordo Coletivo de Trabalho é mais do que um instrumento jurídico. É uma ferramenta de justiça social. Ele serve para reduzir o abismo entre quem detém o poder e quem, de fato, produz a riqueza deste país.
Vivemos um momento delicado. Enquanto o governo federal propõe medidas para diminuir as desigualdades sociais, enfrenta resistência de um Congresso Nacional que, em grande parte, prefere defender os próprios interesses e os de seus aliados, distanciando-se do povo que os elegeram.
A grande mídia, também comprometida com os privilégios de uma minoria, reforça esse movimento contrário à equidade.
É fundamental entender: a maior parte da carga tributária recai sobre o povo. Mesmo quem pede esmola no sinal paga impostos, presentes nos produtos mais básicos do dia a dia, como um pacote de bolacha.
Enquanto isso, os super ricos acumulam isenções e benefícios fiscais. Ainda assim, quando surgem políticas públicas para apoiar os mais vulneráveis, ouve-se o discurso hipócrita do “assistencialismo”.
Essa crítica não se sustenta. O que buscamos é justiça, inclusive justiça tributária. O momento exige que nos posicionemos de forma clara e firme pela equidade social.
Está em curso o Plebiscito Popular, em que votamos pela taxação dos super ricos e pelo fim da jornada exaustiva do 6×1.
Não é justo viver para trabalhar. Devemos trabalhar para viver com dignidade!
O cenário mais amplo também nos afeta diretamente no cotidiano do trabalho. É no macro que se tomam as decisões que
moldam nossas vidas diariamente. A luta continua: na Cemig, em Minas Gerais e no Brasil!
Ronei Cardoso da Cunha
Coordenador da regional Metropolitana