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Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais

História

O começo da organização dos eletricitários

A união dos eletricitários começou bem antes da sua organização em uma entidade representativa. Em 1946, os trabalhadores da Força e Luz – empresa de capital inglês e canadense que fornecia energia aos bondes de Belo Horizonte, Santa Bárbara e Itabirito – realizavam as primeiras reuniões para a criação da Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Minas Gerais.

Em 25 de julho de 1951, a entidade foi fundada, no mesmo ano em que o governador Juscelino Kubitschek anunciava a construção da Cemig.

Em 1952 a empresa era inaugurada por JK e a Associação dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica se tornou, de fato, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia HidroElétrica de Belo Horizonte, Santa Bárbara e Itabirito, com a eleição da sua primeira diretoria e do seu primeiro presidente, Geraldo Cardoso Soares.

Linha do tempo

Indignação e revolta com as más condições de trabalho 
ANOS 60
O movimento sindical sai do marasmo
ANOS 80
Novas estratégias para enfrentar o neoliberalismo
ANOS 2000
Golpe e mobilizações contra a precarização dos serviços
Anos 2018-2020
Combates na Cemig, guerras no mundo
ANOS 50
Intervenção, prisões e torturas
ANOS 70
Democracia, início da gestão cutista e 1ª Greve
ANOS 90
Luta contra a privatização, PLR e PEC 50
ANOS 2010
CPI da Cemig, Bolsonaro, Zema e a volta de Lula
Anos 2022 - Dias atuais

Anos 50:

Indignação e revolta com as más condições de trabalho 

Na década de 1950 a organização dos trabalhadores ganhou muita força devido à indignação e revolta com as más condições de trabalho, pressões, retaliações e baixos salários na Força e Luz e Cemig. O trabalhador de escritório tinha que mendigar do chefe um lápis, uma caneta e um papel carbono e qualquer reclamação resultava em demissão. Já os eletricistas amargavam situação pior, porque sempre estiveram expostos aos riscos de acidentes graves e fatais na rede elétrica.

As condições de trabalho nesta época eram parecidas com as condições dos trabalhadores terceirizados de hoje: não havia treinamento, os salários eram baixíssimos, não se pagava horas extras e muito menos adicional noturno. A ocorrência de acidentes era um fato rotineiro, assim como também era comum Belo Horizonte e cidades próximas ficarem sem energia por mais de 48 horas.

O primeiro jornal do sindicato foi o Kilowatt, lançado em 1956 e publicado até o golpe militar de 1964. Já nas primeiras edições relatos de trabalhadores apontavam que eles eram escravos da Força e Luz e Cemig, tamanho o grau de exploração. Mas são também os jornais que registram as lutas da época e conquistas históricas da categoria. Com inflação sempre galopante e salários defasados, as principais mobilizações eram por reajustes salariais.

Outra grande mobilização da década de 1950 foi por uma Previdência Social mais eficiente. Na época a Previdência abarcava, além dos benefícios de aposentadoria e pensão, serviços de empréstimos para habitação de casas populares e serviços médicos, com gestão individual por grupos de categorias de trabalhadores. Já nesta época, as discussões do sindicato envolviam o plano de carreiras, com o encaminhamento de reivindicação à Cemig para a criação de quadro de carreiras nas empresas. Havia também um incipiente trabalho de formação; o sindicato garantia, gratuitamente, cursos de cultura operária para os trabalhadores, com aulas de português, aritmética e geografia econômica.

Anos 60:

Intervenção, prisões e torturas

Do início da década de 1960 até o golpe militar, em 1964, o movimento sindical viveu um momento de efervescência em suas lutas e organização. Em Minas Gerais havia uma organização sindical razoável em torno da CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), com a vice-presidência ocupada pelo então presidente do Sindieletro, Delmyr Villela, que realizou nesta época três congressos sindicais que definiram como diretrizes políticas mobilizações pela reforma agrária, em defesa da liberdade e autonomia sindicais, pela nacionalização dos bancos e combate à carestia. No sindicato, as mudanças se traduziam também pela nova conduta política, que incluía a discussão previa de toda a pauta das assembléias antes das decisões e a elaboração de estratégias para as negociações com a Cemig.

Com esta postura combativa, o Sindieletro foi alvo fácil do golpe de 1964. O regime militar fez intervenção no sindicato e o presidente Delmyr Vilela teve de se esconder para não ser preso. A diretoria foi destituída e em seu lugar foi nomeada uma Junta Governativa Provisória. Ninguém pôde protestar, sob ameaça de prisão e tortura. Em Minas, 350 sindicatos, 22 federações de trabalhadores e seis confederações tiveram suas diretorias destituídas e substituídas por interventores. Muitos dirigentes sindicais foram presos, outros exilados e alguns que desapareceram sem deixar vestígio.

De acordo com um dos livros de ata do sindicato da época, houve uma assembléia em 23 de março de 1964 e somente em 23 de março de 1966, dois anos depois, há novo registro de atividades sindicais, mesmo assim, ainda sob o olhar atento da ditadura. De fato positivo, destaca-se o início da construção da sede do Sindieletro, na rua Mucuri, 271, bairro Floresta, cujas obras terminaram e foram inauguradas em 26 de junho de 1971. Além disso, pela primeira vez, uma mulher ocupou a diretoria do sindicato, Maria Felícia Macedo, que cumpriu mandatos no período de 1967 a 1982, chegando, nos anos 1970, a ocupar a presidência do sindicato.

Anos 70:

O movimento sindical sai do marasmo

O marasmo que tomou conta da categoria até 1970, em função das intensas perseguições políticas do regime autoritário, foi espantado. A década de 70 foi marcada pela ousadia e coragem dos dirigentes sindicais de criticarem a ditadura e exigirem a volta da democracia. As mobilizações dos trabalhadores em todo o país se fortaleceram quando os metalúrgicos do ABC, liderados por Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, realizaram as greves históricas nos anos de 1978 e 1979. O movimento, além de incentivar outras greves Brasil a fora, foi um embrião para o nascimento da Central Única dos trabalhadores (CUT) na década seguinte.

Em 1973, a Força e Luz e seu quadro de pessoal são transferidos para a Cemig. A transferência não é pacífica, visto que a empresa promoveu demissões em massa. O sindicato denunciou publicamente as demissões, já demonstrando que o autoritarismo, perseguições, prisões e torturas não impediam a reação do movimento sindical e nem a inauguração da nova fase de reestruturação rumo a um sindicalismo combativo.

Uma das maiores lutas da categoria foi pela volta do pagamento da Maria Rosa. Sem se intimidar, os trabalhadores protestaram e exigiram uma posição do sindicato. A diretoria estampa em primeira página do O Hidroelétrico um artigo assinado por Maria Felícia com críticas contundentes contra a atitude da empresa. Maria Felícia acusa a Cemig de exploração, de não pagar um direito adquirido enquanto “vendia a sede da Itambé e alugava uma grandiosa sede na avenida Barbacena e ainda construía as usinas de Jaguará, Volta Grande e São Simão”, questionava. Com intervenção da Justiça do Trabalho, a Cemig regularizou o pagamento da gratificação.

São corriqueiras as matérias que defendem o livre funcionamento e autonomia dos sindicatos, já um sinal de resistência à intervenção do regime autoritário. Oportunamente, o sindicato reivindica o retorno da Lei de Greve. Já nesta época os altos índices de acidentes na Cemig são questionados e denunciados como de responsabilidade da empresa. Os acidentes acontecem, argumenta o sindicato, principalmente porque as equipes de eletricistas estão atuando incompletas, a empresa paga baixos salários, há pressões das chefias e falta treinamento para os trabalhadores. O sindicato lança em 1978 a campanha pelo adicional de periculosidade de 30%, que só veio a ser conquistado nos anos 1990, mesmo assim em função das ações movidas na Justiça pela gestão cutista do Sindieletro.

Anos 80:

Democracia, início da gestão cutista e 1ª Greve

O anos de 1980 foram de reestruturação do movimento sindical rumo às lutas mais combativas e isso se consolidou com o nascimento da CUT, em 1983, e a volta da democracia com o movimento das Diretas-Já e por uma nova constituinte e após 25 anos de ditadura. Nosso sindicato passou a ser chamado de Sindieletro em meados da década de 1980 e com o novo nome vieram os novos desafios, principalmente com a grande vitória da eleição da oposição eletricitária Energia na Luta, que agregou novas lideranças e adotou melhores estratégias de mobilização.

A gestão Vivaldo de Souza (1982/1987) não deixou de ser um marco para a reestruturação do sindicato, mas é a chapa de oposição vitoriosa que, já como diretoria cutista, realiza as maiores e mais significativas mudanças, coordenando, inclusive, a primeira greve da categoria, em outubro de 1987, pela implantação do PCC. Com muita disposição de luta, a diretoria do Sindieletro ainda realiza a segunda greve em novembro, na Campanha Salarial, com adesão de 90% da categoria.

Em janeiro de 1989 o Sindieletro se filiou à CUT, após debates intensos e aprovação dos trabalhadores. Maurílio Chaves, na época integrante da chapa de oposição e ainda diretor do Sindieletro, aponta que a mudança na direção do sindicato com a CUT veio em conseqüência do novo movimento sindical com a explosão de greves puxadas no ABC paulista. “Muitos dos diretores que assumiram a chapa cutista vieram do movimento estudantil. Foi só um passo para a CUT se consolidar em milhares de sindicatos”, destaca. Ainda de acordo com Maurílio, ao assumir o Sindieletro, a nova diretoria conseguiu implantar um programa para que os trabalhadores reassumissem o seu papel de ator de sua própria história no movimento sindical. “Não mais um papel submisso, mas o de tomada de decisões fundamentais para a defesa dos interesses da categoria e da sociedade como um todo”.

Algumas conquistas da década

• Anuênio
• Pagamento do sobreaviso
• Equiparação salarial dos eletricistas da capital e interior
• Creches para filhos/as de até seis anos das eletricitárias
• Tíquete-refeição
• Garantia de emprego por um ano
• Participação de quatro representantes dos trabalhadores no Conselho Deliberativo da Forluz
• Implantação de comissões sindicais de base nos locais de trabalho
• Garantia de 13 delegados sindicais no interior
• Organização das mulheres eletricitárias com a criação de uma comissão feminina do Sindieletro

Anos 90:

Novas estratégias para enfrentar o neoliberalismo

A década de 90 começa com mudanças radicais na política, na economia e nas relações de trabalho, exigindo novas estratégias de mobilização dos trabalhadores em todo o mundo. No Brasil, os caras pintadas vão para as ruas pedir o impeachment de Collor, que acaba sendo retirado da Presidência da República. Contudo, os anos que se seguem são de reformas neoliberais que refletem a nova ordem mundial de globalização, privatização, desemprego em massa e a retirada de direitos históricos dos trabalhadores.

O Sindieletro não se curva às “desordens” da nova ordem mundial, pelo contrário, ganha força e evoluí para práticas que vão além das relações de trabalho. Em 1991, o Congresso dos Eletricitários define como prioridades lutas a unificação, a defesa da empresa pública, de melhores condições saúde e segurança, gestão democrática na Forluz, contra as demissões de dirigentes sindicais e a contratação de “apadrinhados” na Cemig. O I Encontro Nacional dos Eletricitários (Enel) reforçou a necessidade das mobilizações contra as privatizações no setor elétrico e todas as novas formas de exploração do trabalhador, como os programas de Qualidade Total, Controle de Qualidade e Reengenharia Produtiva.

Enquanto isso, o sindicato se consolida no interior com a implantação das Regionais do Sindieletro, a partir de junho de 1993, e o processo de unificação. Em um primeiro momento, a unificação se faz com a criação da Intersindical, que reúne vários sindicatos que representam trabalhadores da Cemig para as lutas e negociações. Depois, em abril de 1996, é definida a fusão do Sindieletro e o ex-Sindelt (Sindicato dos Eletricitários do Triângulo).

A principal luta dos anos 90 foi contra a privatização da Cemig, uma história que ganhou fôlego em abril de 1997, quando o sindicato entrou com ação popular na Justiça para barrar o leilão de venda dos 33% das ações ordinárias da empresa e conseguiu adiar a negociata. No entanto, a venda se concretiza e garantiu aos sócios estrangeiros a gestão da Cemig. Ao assumirem a diretoria da empresa os sócios promovem imediatamente um PDI com a demissão de milhares de eletricitários. Com base em denúncias do Sindieletro, o Ministério Público moveu uma ação civil pública para barrar o acordo de acionistas.

Também foi no início dos anos 1990 que o sindicato conquistou junto a Forluz o direito de criar uma diretoria para defender os participantes da Fundação, a Diretoria de Relações com os Participantes (DRP). Além disso, pela primeira vez na sua história, o sindicato conquistou o direito de indicar um representante dos trabalhadores para o Conselho de Administração da Cemig.

Greve de fome pela PLR 

Mas a década de 90 foi marcada pela luta pela participação nos resultados da Cemig. Em 1995, a categoria fez greve e os dirigentes Celso Amarante, Lúcio Guterres, Maurílio Chaves e Diniz Santana, além do dirigente sindical Pedro Ursino Kretli, entraram em greve de fome por 6 dias. Pedro Ursino Kretli foi obrigado a interromper a greve por recomendação médica. Naquele ano, a Cemig havia obtido R$589 milhões de lucro e a categoria reivindicava a distribuição da PR conforme garante a Constituição, além do pagamento de adicional de 30% periculosidade e implantação do Plano de Cargos e Carreira (PCC). O movimento garantiu a PR e o PCC, mas a periculosidade só foi assegurada alguns anos depois, na Justiça.

Anos 2000:

Luta contra a privatização, PLR e PEC 50

Na década de 2000 o cenário era de cada vez mais privatizações e de Reforma da Previdência do governo de Fernando Henrique Cardoso. A luta dos eletricitários de Minas se intensifica contra a precarização do trabalho, terceirizações indiscriminadas, demissões, fechamento de agências, eliminação dos leituristas do quadro próprio e mais investidas pela privatização da Cemig.

Nossa luta contra a privatização da Cemig ganha força no âmbito judiciário. No dia 10 de julho de 2000, a Justiça da Fazenda Pública de Minas Gerais anula o acordo de acionistas e a Cemig é  condenada a pagar as custas do processo movido pelo Sindieletro.

Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Minas confirmou a anulação. Logo depois, o Sindieletro negociou o envio da PEC 50 à ALMG, instituindo a necessidade de quórum especial de três quintos dos votos dos deputados para a autorização da privatização da Cemig. Posteriormente, também foi instituída a realização de referendo popular.

O Sindieletro também conquistou um novo projeto, incluindo as subsidiárias da Cemig e da Copasa às normas da PEC 50. Os dois projetos foram aprovados e são cláusulas da Constituição Mineira.

Anos 2010:

Golpe e mobilizações contra a precarização dos serviços

Os anos 2010 chegam com mobilizações contra a precarização dos serviços e as investidas pela privatização.

Em 2014, o governo do Estado tentou privatizar a Gasmig, subsidiária da Cemig, com a PEC 68. Os eletricitários se mobilizaram e a vitória foi nossa: proposta arquivada.

Já em 2015, os eletricitários realizaram uma greve histórica de 54 dias, impedindo retrocessos na renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. No mesmo ano, com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e Michel Temer no governo, a ameaça de privatização de usinas da Cemig veio a todo vapor.

Em agosto de 2017, lançamos várias mobilizações com outros sindicatos, parlamentares e movimentos sociais para impedir a venda das usinas de São Simão, Miranda, Jaguara e Volta Grande. Infelizmente, as usinas foram vendidas.

2015:

Dublê de Eletricista

Em outubro de 2015, o Sindieletro lançou o documentário Dublê de Eletricista, na Assembleia Legislativa de Minas, durante audiência da Comissão de Direitos Humanos. O documentário aborda a terceirização no setor elétrico brasileiro sob o ponto de vista dos trabalhadores e dá voz ao movimento sindical por meio de entrevistas com os eletricistas da Cemig, Marco Aurélio Cristo e Douglas da Silva, o dirigente do Sindieletro, José Henrique de Freitas Vilela, e o eletricitário vítima de um acidente que lhe deixou mutilado, Lucio Nery de Souza. Todos protagonizam uma só abordagem: suas experiências e lutas contra a terceirização.

2017:

Usinas da Cemig: Não desistiremos da luta!

Anos 2018-2020:

CPI da Cemig, Bolsonaro, Zema e a volta de Lula

Em 2018 o Brasil deu uma guinada neoliberal, elegendo um governo violento e insensível às mazelas da população. Com Jair Bolsonaro no Planalto e Romeu Zema em Minas Gerais, a luta contra as privatizações se intensificou, sobretudo na defesa da Cemig pública.

Alinhado ao presidente da República, Romeu Zema iniciou o mandato no governo de Minas com grandes ataques aos direitos dos eletricitários e à própria Cemig, desdenhando da empresa de forma contumaz. Jamais dialogou com os sindicatos. Seu método de gestão na Cemig é precarizar para oferecer a empresa ao mercado.

Derrotamos o projeto privatista de Zema em seu primeiro mandato. Foram duas tentativas de apresentação do projeto para a ALMG no semestre de 2019. Depois, mais duas investidas através do Regime de Recuperação Fiscal, no segundo semestre de 2019 e em fevereiro de 2021.

A nossa vitória se dá pela luta do Sindieletro junto ao movimento social e aos parlamentares que conseguiram barrar a discussão da privatização.

Reeleito em 2022, Zema segue com seu plano privatista: a Forluz e a Cemig Saúde, fundo de pensão e plano de saúde dos trabalhadores respectivamente, sofrem com ataques que ferem, principalmente, os trabalhadores aposentados.

Como em toda a sua história, o Sindieletro segue combativo, trabalhando pelos eletricitários e visando ao bem estar de toda a população mineira. Estamos na luta na base, na ALMG e junto ao povo.

NOSSO COMPROMISSO DESDE A FUNDAÇÃO SEGUE O MESMO: LUTAMOS POR VIDA, TRABALHO E DIGNIDADE!

Já o presidente Jair Bolsonaro, com seu governo marcado pela imoralidade, negligência e violência com o povo brasileiro, perdeu as eleições para o presidente Lula, que retornou à presidência do Brasil pela terceira vez, em janeiro de 2023.

Um mandato que se preocupa com os direitos dos trabalhadores e com a população mais pobre é um respiro para a luta de todos que enfrentaram ataques inacreditáveis nos últimos anos.

2020:

Essa é a nossa homenagem aos trabalhadores dos serviços essenciais

2021:

Esse trem é das Gerais, esse trem é do mineiro!

2022:

No dia 11 de agosto...

Anos 2022 - dias atuais:

Combates na Cemig, guerras no mundo

A Cemig é atacada como nunca antes. Para cumprir sua promessa ao mercado financeiro antes do fim de seu mandato, Romeu Zema trabalha intensamente para dilapidar o patrimônio dos mineiros. O desmonte estratégico da Cemig Saúde, através de mudanças estatutárias irregulares, penaliza principalmente os aposentados, que se deparam com aumentos astronômicos nas mensalidades por conta de reajustes abusivos e da retirada da contribuição da Cemig – tudo isso repentinamente, literalmente de um dia para o outro.

O Sindieletro respondeu na Justiça, em mesa de negociação, na ALMG e nas ruas: lançamos a grande campanha “Sem saúde, não tem energia!” e avançamos em defesa do plano de saúde dos eletricitários. Na Forluz, também há a tentativa de calote no Plano A: o déficit de R$2 bilhões coloca em risco o sustento de milhares que contribuíram com o Fundo ao longo dos anos.

A tentativa de cartada final do governo Zema, no entanto, vem no bojo do Propag – uma alternativa boa para a resolução da dívida do estado com a União que está sendo usada como pretexto para o governador tentar privatizar a Cemig, a Copasa e a UEMG.  E a luta se renova: mais de 20 anos depois, precisamos defender a PEC 50, que ajudamos a construir lááá em 2001. É mole?! O governo tenta retirar do mecanismo de referendo popular previsto na Constituição mineira, numa manobra para driblar a verdadeira vontade do povo: que bens essenciais continuem públicos! Obviamente, o Sindieletro segue em trabalho árduo pela Cemig. A campanha Cemig: esse “trem” é nosso! se atualiza para dizer: não vão calar a nossa voz!

São tempos de guerra. No mundo, países em chamas. No Brasil, a tragédia diária da desigualdade social. No setor elétrico, ainda lutamos por saúde e segurança, contra o assédio moral e por valorização real dos trabalhadores e trabalhadoras. Lutamos para avançar enquanto lutamos para manter direitos conquistados.

Como em toda a sua história, o Sindieletro segue combativo, trabalhando pelos eletricitários e visando ao bem estar de toda a população mineira. Estamos na luta na base, na ALMG e junto ao povo.

NOSSO COMPROMISSO DESDE A FUNDAÇÃO SEGUE O MESMO:

LUTAMOS POR VIDA, DIGNIDADE E TRABALHO!

Convidamos você a participar dessa luta de 74 anos.

Vamos juntos?

Principais lutas e conquistas

Pagamento de Participação nos Resultados (PR)

Implantação do Plano de Cargos e Carreiras (PCC)

Realização do I Encontro Nacional dos Eletricitários (Enel)

Luta contra a privatização da Cemig

Campanha contra as terceirizações

Campanha contra as demissões em massa

Pagamento da Periculosidade

Criação da Diretoria de Relações com os Participantes

Garantia de participação no Conselho de Administração da Cemig