Uma nova análise do DIEESE, baseada em dados da própria Cemig, escancara a defasagem da proposta econômica apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2025.
Enquanto a Cemig tenta empurrar apenas a reposição pelo INPC, no percentual de 4,49%, referente ao período de novembro de 2024 a outubro de 2025, o estudo mostra que a produtividade por trabalhador disparou nos últimos anos.
Ou seja: a empresa lucra mais, entrega mais energia e faz isso com menos gente, às custas do esforço e da sobrecarga das eletricitárias e dos eletricitários. A seguir, destrinchamos o estudo, mas também é possível consultá-lo no site do Sindieletro.
13 ANOS SEM AUMENTO
O último aumento real por produtividade, reconhecido judicialmente, foi em 2012. Desde então, a categoria produz cada vez mais sem ver esse esforço refletido no salário, e o ACT 25/26 é o momento de corrigir essa injustiça.
– Menos trabalhadores: entre 2013 e 2024, o quadro da Cemig caiu de 7.922 para 5.028 pessoas, uma redução de quase 37%.
– Mais produção: no mesmo período, a energia faturada subiu de 45.394 GWh para 50.584 GWh.
– Produtividade nas alturas: cada trabalhador produzia, em média, 5,73 MWh em 2013; em 2024, passou para 10,06 MWh, um salto de 76%.
A categoria tem demonstrado, com números e com dedicação diária, que é a verdadeira força por trás dos resultados da companhia.
Por isso, é fundamental participar das assembleias de deliberação do ACT 2025, que terminam amanhã, 14 de novembro.
A sua presença fortalece a luta por um acordo coletivo justo, com aumento real e valorização de quem mantém a Cemig de pé!