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Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais

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Ato em defesa pela Cemig Saúde reúne mais de mil pessoas, entre ativos e aposentados e seus familiares

A manhã desta terça-feira (8) foi marcada por um forte ato em defesa da Cemig Saúde. Convocada pelo Sindieletro, Senge-MG, AEA-MG e ABCF, a mobilização reuniu mais de mil pessoas — entre trabalhadores ativos, aposentados e seus familiares — enquanto acontecia outra reunião de negociação com a Cemig sobre o Acordo Coletivo Específico da operadora.

A manifestação ocorreu em frente à sede da Cemig, em Belo Horizonte, e contou com a presença dos mandatos da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) e do deputado estadual Betão (PT).

A mobilização foi uma resposta clara e direta ao ataque promovido pela gestão da Cemig contra a Cemig Saúde, plano de autogestão conquistado pela categoria há mais de 30 anos. Como foi dito por Claudia Ricaldoni, DRP da Forluz, durante o ato, “o que estamos fazendo aqui é uma demonstração de força para a gente conseguir negociar o recuo da Cemig”. E essa força veio da união nas ruas.

Em determinado momento, o ato se mesclou à mobilização do Sind-UTE, que seguia em direção à Assembleia Legislativa de Minas Gerais se manifestando contra os ataques à Educação em Minas Gerais. A força da luta coletiva também se expressou na presença de profissionais da segurança pública. Pautas distintas, mas uma indignação comum: o ataque aos direitos da classe trabalhadora.

Durante o ato, realizamos um grande abraço simbólico na sede da Cemig, cercando todo o quarteirão da estatal. A Cemig é nossa! Realizamos, também, um cortejo em direção à ALMG, para enterrar no local a gestão Zema. 

No caminho, os eletricitários foram acompanhados por moradores das regiões por onde passavam. O secretário-geral do Sindieletro, Jefferson Silva, fez questão de agradecer o apoio das pessoas que, das janelas de seus apartamentos, acompanhavam a passeata: “Obrigado pelo apoio! Nós somos trabalhadores da Cemig e estamos defendendo essa empresa para garantir uma energia de qualidade para vocês”, disse.

Em outra fala marcante, Claudia Ricaldoni relembrou a força da categoria eletricitária: “Nós puxamos bastante a cachorrinha com governadores, com presidentes da empresa e a gente sempre, no limite, empatou a briga. E não é dessa vez que a gente vai perder”.  O recado é claro: a categoria está pronta para enfrentar mais esse desafio com resistência e coragem.

Diante do argumento da empresa de que as mudanças seriam motivadas por gastos financeiros, Jairo Nogueira Filho, presidente da CUT Minas, foi enfático:
“A Cemig tem fechado com lucros cada vez maiores a cada ano. Ano passado, o lucro passou dos R$ 6 bilhões. Então, não há nenhuma motivação financeira para a empresa mexer num acordo de 30 anos”.

Enquanto isso, dentro da sala de negociação, as entidades cobravam respostas da gestão. Pressionada pela mobilização, a Cemig se comprometeu a:

  • Liberar os dados técnicos e financeiros necessários para que as entidades possam construir uma proposta;
  • Enviar, ainda hoje, 8 de abril, uma correspondência garantindo que nenhum beneficiário será excluído da Cemig Saúde por inadimplência até o fim das negociações, com prazo até 9 de maio.

Nosso coordenador geral, Emerson Andrada, gravou um vídeo direto da Praça da Assembleia logo após o encerramento da mobilização, destacando a importância da nossa presença nas ruas e da pressão exercida pela categoria.

Além disso, já protocolamos o dissídio coletivo, garantindo que a disputa pela renovação do ACE também seja travada no campo jurídico — mais um passo firme na defesa dos nossos direitos.

A Cemig Saúde é nossa. E não abriremos mão do que é legítimo, conquistado com luta e unidade. A greve continua. Amanhã é dia de fortalecer ainda mais nossa mobilização nas portarias. Nos encontramos lá!

Sem saúde, não tem energia!

Confira imagens do ato: