Revanche? Cemig não emenda outro feriado



Revanche? Cemig não emenda outro feriado

A Cemig anunciou na manhã desta sexta-feira, 11, que não irá ‘emendar’ o feriado do próximo dia 31 de maio. De acordo com comunicado publicado na intranet, “no dia 1º de junho de 2018 (sexta-feira), haverá expediente de trabalho normal nas instalações da Empresa”. 

Assim como fez no feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalhador (a), a Cemig rompe com uma prática histórica da Companhia, que sempre foi de adotar a compensação de jornada nesses casos. Entretanto, lembramos que o dia de trabalho não é concedido, já que os eletricitários (as) pagam as horas com prorrogação de jornada posterior.

Coincidência ou não, esse novo “modelo operacional” da estatal no caso dos feriados lembra muito as táticas empregadas pelo RH durante a nossa Campanha Salarial do ano passado.

Atitudes carregadas de um revanchismo quase que juvenil da Diretoria de Recursos Humanos e da própria Presidência da Companhia. Quiçá, de toda a diretoria da casa, já que decisões como essa costumam ser tomadas em conjunto pela administração, o que inclui, por exemplo, o DGT, Franklin Gonçalves. 

E revanchismo por quê? Pela resistência da categoria contra as absurdas tentativas de retiradas de direitos? Pela luta em torno do resgate da moralidade e do caráter público, que deveriam
ser regra, não exceção na gestão empresa?

Ou seria pela constante vigilância e as denúncias que a categoria, respaldada pelo Sindieletro, faz dos privilégios e das contradições da gestão do Governo Pimentel na Cemig? Ou por causa da constante cobrança pelo devido reconhecimento (o abono, por exemplo) que a categoria tem feito?

A compensação de jornada nos feriados é uma forma de compensar a relação desgastante que existe dentro da empresa atualmente, garantindo mais tempo de descanso e lazer aos  trabalhadores (as) e suas famílias. Por isso, mais uma vez, cobramos que a empresa, sobretudo a diretora de Recursos Humanos, Maura Galuppo, volte atrás na decisão. 

Da nossa parte, como classe trabalhadora - com ou sem feriado - o que podemos garantir é o seguinte: NÃO recuaremos da luta em defesa dos nossos direitos e pelo reconhecimento que
merecemos!

 

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