Pânico no elevador: eletricitários descobrem que norma da empresa dificulta salvamento



Pânico no elevador: eletricitários descobrem que norma da empresa dificulta salvamento

Aconteceu na nova sede da Cemig, no dia 16 de maio, e não foi a primeira vez: dois trabalhadores ficaram presos no elevador por quase 40 minutos, no início do expediente, após uma falha no equipamento.

De acordo com um dos eletricitários, após acionarem o andar de destino, o equipamento começou a se deslocar, mas passou direto do piso solicitado, parando apenas no 23º andar, após um solavanco.

Ao estacionar, a constatação do problema: a porta estava emperrada e os celulares sem sinal. Diante da situação, foi acionado o sistema de emergência e os trabalhadores passaram a aguardar o socorro, já que não foi possível abrir as portas à força. 

O edifício Aureliano Chaves conta com uma equipe do Corpo de Bombeiros de plantão, mas os socorristas pouco puderam fazer para resolver a situação, já que não possuem a chave para a abertura manual do equipamento.

Pelas normas de operação, somente um funcionário da empresa de manutenção dos elevadores tem a posse da chave. Enquanto aguardavam pelo representante da empresa, um dos eletricitários presos entrou em pânico. Ele relatou falta de ar, apresentando sintomas de pressão alta (19 por 11) e acabou desmaiando.

Com os bombeiros do lado de fora, os primeiros socorros  foram realizados pelo diretor do Sindieletro, técnico industrial, Valdeci Cândido de Oliveira (devidamente treinado em primeiros socorros).

O edifício Aureliano Chaves é novo e moderno, mas isso não significou segurança para os trabalhadores e pessoas que circulam pelo local.

Após mais de 40 minutos, o operador de manutenção chegou e a porta foi aberta. O trabalhador que passou mal foi socorrido e levado ao pronto socorro, onde foi examinado, medicado e liberado para a casa com um atestado médico.

RECORRENTE

Valdeci revela que houve outros casos de elevadores parando no edifício, mas que a Cemig ainda não tomou providências para que a equipe de bombeiros tenha acesso a uma cópia da chave. 

Além disso, acrescenta, os bombeiros não possuem entrada livre ao COD e COS do prédio, o que é mais um fator de risco para a saúde e segurança nos dois  setores. “E se alguém do COD ou COS passar mal e precisar do socorro imediato?”, questiona. 

CASO SERÁ LEVADO PARA A CIPA

Valdeci também é membro da CIPA da nova Sede, representando o Sindicato, e levará o caso para debate e encaminhamentos. Segundo ele, a solução seria deixar uma chave com a equipe de bombeiros, fornecendo o devido treinamento sobre os elevadores, garantindo o acesso deles a todos os andares e salas do prédio.

A Assessoria de Imprensa da Cemig foi procurada para que a empresa esclarecesse sobre as providências que vai tomar depois do ocorrido, mas não se posicionou.

SAÚDE E SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR

O diretor do Sindieletro, Vander Meira, lembra que o Sindicato entende que a saúde e a segurança dos trabalhadores (as) têm que estar acima de quaisquer ‘dificultadores’. E ninguém melhor que os próprios eletricitários para indicar o caminho. “Esperamos que a CIPA debata com urgência o assunto e que a Cemig implemente as ações propostas para a definitiva solução”, destaca.

 

 

 

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