O escândalo da Cemig Saúde continua sem resposta



O escândalo da Cemig Saúde continua sem resposta

Até agora não responderam o porquê da criação do plano em 18 de agosto de 2017 com o voto de todos os conselheiros e apoio de toda diretoria da Cemig Saúde, inclusive da DRP, na surdina, sem qualquer debate ou autorização dos trabalhadores.

A diretoria da Cemig Saúde (incluindo a Diretoria de Relações com os Participantes - DRP) e alguns conselheiros estão mais preocupados em se defender das graves denúncias de fazer manobra para driblar a lei e criar novo plano com aumento diferenciado do que darem explicações aos eletricitários.

Enquanto isso, a diretoria da Cemig está omissa, de bico calado. Deve ser porque, ao contrário dos participantes do plano, a patrocinadora já sabia de tudo desde o início.

Ainda não esclarecem por que a decisão da nova tabela dos dependentes especiais foi mantida em sigilo por quatro meses e divulgada apenas depois de tudo aprovado.

E para piorar, fizeram a mudança compulsória de todos os participantes. Os eletricitários foram surpreendidos com a notícia somente no dia 27 de dezembro.

Para viabilizar o aumento diferenciado, deram uma “volta” na lei e rasgaram o Acordo Coletivo do PSI, assinado por 13 entidades.

Na apresentação tardia das mudanças, feita no dia 27 de dezembro, o presidente da Cemig Saúde, Gilberto Lacerda, afirmou que a categoria dos dependentes especiais terminou 2016 com superávit de R$ 830 mil. Os trabalhadores e aposentados querem saber para onde foram esses recursos.

Mas os gestores estão mais preocupados em se defenderem do que em esclarecer um assunto seríssimo.

Tudo sem conhecimento dos donos do PSI

O diretor da DRP, Marcos Barroso, alega que a criação do plano foi amplamente debatida. Não é verdade e o assunto só foi divulgado, e pela metade, depois que  tudo estava aprovado
no Conselho, apesar de imenso interesse dos trabalhadores. E a criação do novo plano somente foi apresentada no apagar das luzes de 2017.

Motivos não faltam para os eletricitários estarem perplexos com as atitudes da DRP e dos conselheiros.

Durante o processo eleitoral, para ganhar o voto dos trabalhadores, os representantes da “Chapa De Olho na Cemig Saúde”, prometeram - por escrito - que “todas as informações de receitas e despesas, além das ações a serem tomadas, seriam discutidas com os participantes”.

Escreveram, no jornal de campanha: “Nada, rigorosamente nada será feito sem o conhecimento de todos”. O que dizer então desta trapaça feita na lei e com tudo escondido dos participantes da Cemig Saúde?

O Sindieletro reafirma a importância da transparência na gestão do plano de saúde que há décadas resguarda a saúde dos eletricitários e de suas famílias nas horas mais difíceis. Infelizmente, o escândalo continua sem explicações, inclusive com a omissão da patrocinadora. Ou a empresa sabia de tudo, ao contrário dos participantes?

#Partiu pra luta!  Mantemos a defesa de que os representantes eleitos devem levar os assuntos relevantes para a categoria, sobretudo submetendo-os à apreciação em assembleias. E
lembramos que essa foi a primeira vez, em 25 anos, que uma mudança tão séria foi feita no PSI sem ouvir a categoria. Exigimos uma auditoria independente e o retorno à mesa de negociações. TRAPAÇA NÃO! 

Quem é quem na Cemig Saúde

Diretoria Executiva

• Gilberto Gomes Lacerda – Diretor Presidente – Indicado pela Cemig
• Gilberto Gomes Lacerda – Diretor Administrativo e Financeiro (interino)
• Marcos Barroso Resende – Diretor de Relações com Participantes - Eleito

Conselho Deliberativo - Titulares

• Ronalde Xavier Moreira Júnior – Presidente – Indicado pela Cemig
• Paula Sylvia Ridolfi Aguiar Carrara – Indicado pela Cemig
• Wanderson Rodrigues da Silva – Indicado pela Cemig
• Frederico Alvarez Perez – Indicado pela Cemig
• Antônio Lisboa de Oliveira - Eleito pela categoria
• Helbert Maia de Sá - Eleito pela categoria
• João Carlos Gonçalves - Eleito pela categoria
• José Antônio Cirilo - Eleito pela categoria

 

 

 

 

 

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