Em defesa da moralidade e das pautas urgentes



Em defesa da moralidade e das pautas urgentes

A categoria eletricitária partiu pra luta! Em busca de resposta concreta para mais de 40 demandas já amplamente debatidas com a Cemig e em busca do abono da categoria. A luta é,

também, pela moralidade e pelo caráter público da Cemig. 

Desde o dia 2, o Sindieletro está na base realizando atos em todo o Estado e convocando para mais mobilizações. Os eletricitários se concentraram nas portarias, paralisaram suas atividades, empunharam faixas e cartazes e permanecem firmes e fortes na disposição para a luta.

A indignação é geral com a postura da empresa, principalmente neste momento em que os salários do alto escalão são reajustados bem acima da inflação e o aumento para os conselheiros foi de 28,14%.

O governador Fernando Pimentel é o responsável por essa gestão, que está distante do que ele havia prometido durante a campanha eleitoral, em 2014: acabar com a administração militarizada, com as demissões aos 55 anos, com assédios e perseguições a eletricitários e com a terceirização predatória. Ele também se comprometeu a
valorizar os trabalhadores.

Negociações?

Várias reuniões ocorreram nas últimas semanas, entre a direção do Sindieletro e a Cemig. Mas os trabalhadores estão sem respostas concretas. Fica a pergunta: as negociações
foram “para inglês ver”?

Cobramos insistentemente o abono para os trabalhadores. A empresa não discutiu essa pauta, mas já decidiu pelo pagamento de PLR milionária para os diretores da Cemig, além do reajuste salarial que eles obtiveram.

SINDICATO DENUNCIA PRIVILÉGIOS PARA GESTORES

O Sindieletro vem denunciando na imprensa a decisão da Assembléia Geral de Acionistas da Cemig de aumentar a remuneração do presidente da estatal, que passou de R$ 80 mil para R$ 85 mil (aumento de 6,25%). O salário dos diretores passou de R$ 65 mil para R$ 67 mil (aumento de 3,08%) e dos conselheiros de administração, passou de R$ 19.900 para R$ 25.500
(reajuste de 28,14%).

Em 2016 e 2017, já no meio de grande crise política e financeira, foi aprovado um reajuste para a diretoria e conselheiros da Companhia muito além da inflação e dos salários dos trabalhadores. Na época, a Cemig concedeu reajustes de 36,65% para o presidente, 24% para conselheiros e 22,54% para diretores.

O Sindieletro considera esses percentuais absurdos, além de representarem uma contradição diante da realidade dos trabalhadores e consumidores, que sofrem com os efeitos dos
sucessivos programas de desligamento voluntário, cortes de orçamentos para a área operacional e desativação de equipes.

Segundo levantamento do Dieese, em 1994 a empresa tinha 17.516 trabalhadores no quadro próprio, mas fechou 2017 com apenas 5.864 eletricitários. Além do corte no quadro
próprio, a política de pessoal da Cemig arrocha a remuneração global dos trabalhadores, tenta retirar direitos e usa a readaptação funcional e a prática de assédio como ferramentas de  gestão para punir e perseguir trabalhadores. 

Nesse contexto, o Sindicato mobiliza a categoria e a sociedade para a luta pelo resgate do caráter público da Cemig.

 

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