Cemig vai devolver prédio da Forluz



Cemig vai devolver prédio da Forluz

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o Presidente da Cemig, Bernardo Salomão, comunicou que a empresa irá desocupar, nos próximos meses, o Edifício Aureliano Chaves e que todos os trabalhadores serão transferidos para a antiga sede.

Dessa forma, os 21 andares alugados pela Cemig serão desocupados e devolvidos para a Forluz até dezembro ou no máximo no início de 2019.

Procurado pela reportagem, o presidente da Forluz, José Ribeiro Neto, se mostrou surpreso com a notícia e informou que o contrato de aluguel dos andares têm validade até 2020. “A Forluz não foi comunicada e o contrato prevê pagamento de multa se for rescindido antes do prazo”, disse.

Ainda de acordo com José Ribeiro, o Fundo de Pensão investiu R$300 milhões na construção do Edificio Aureliano Chaves e a obra foi feita a pedido da Cemig, que documentou o compromisso de ocupar a edificação.

Questionamentos e histórico

Os eletricitários e eletricitárias já se perguntam sobre como a decisão impactará sobre quem tem saldo de contribuições aplicadas na Forluz, já que o prédio alugado para a Cemig faz parte da carteira de investimentos. 

Em maio de 2017, o Sindieletro já havia questionado a Fundação por causa de outra polêmica envolvendo as duas sedes da Cemig, quando surgiu a notícia de que eles seriam vendidos.

À época, a resposta do presidente da Forluz, José Ribeiro, veio em forma de nota, onde ele afirmava que “qualquer investimento da Forluz passa por criteriosa avaliação de rentabilidade, segurança e risco de liquidez pelas áreas técnicas da Fundação, de acordo com a Política de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo”. A venda dos prédios não se confirmou.

Entretanto, se a saída da Cemig do Edifício Aureliano Chaves acontecer e gerar prejuízos para a categoria, não será a primeira vez. Em 2016, um dos representantes dos eletricitários no Conselho Deliberativo da Forluz (ligado ao Coletivo de Entidades “De Olho...”) votou a favor da patrocinadora e aprovou a redução do aluguel pago pela Cemig.

Agora, mesmo com as “criteriosas avaliações” feitas pela Forluz, a estatal mineira decide abandonar o prédio sem mais nem menos. Diante disso, a categoria cobra respostas, já! Tanto da Cemig quanto da Forluz. Fala, Salomão! Fala, José Ribeiro!

 

 

 

 

 

 

 

 

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