Cemig Saúde: assembleias aprovam Acordo Específico



Cemig Saúde: assembleias aprovam Acordo Específico

As assembleias realizadas pelo Sindieletro no período de 11 a 15 de abril deliberaram pela aprovação da alteração da proposta para o Acordo Coletivo Específico (ACE) da Cemig Saúde.

Participaram das assembléias, em todo o Estado, 1.451 eletricitários ativos e aposentados, e 95% deles (1.385) aprovaram o programa de financiamento de dívida dos participantes em situação de exclusão e já excluídos do Prosaúde Integrado.

O número dos que rejeitaram a proposta foi de 43 (3%) e, dos que se abstveram, 23 (2%).

O financiamento das dívidas dos participantes em situação de exclusão e já excluídos será em 12 parcelas, com a possibilidade de refinanciamento a partir da sexta parcela. Com a assinatura do ACE, será aplicado reajuste de 15,4%, aprovado no início do ano, para os participantes da Cemig Saúde, retroativo a janeiro, parcelado em seis vezes.
Por que o Acordo não foi assinado antes?

O ACE não foi fechado antes por culpa da Cemig. Nos dias 11 a 14 de janeiro deste ano os participantes deliberaram em assembléias pela aprovação da proposta de reajuste de 15,4% para os trabalhadores ativos e aposentados e para a Cemig, a partir de 1º de janeiro. A proposta também foi a de garantir o repasse de R$ 6 milhões da Cemig para o Fundo Social (FCAS) e o uso do saldo individual no Plano de Garantias Especiais (PGE) para os participantes em situação de exclusão do Plano de Saúde quitarem suas dívidas, contraídas por inadimplência.

Recuo

Mas, após as assembleias, a Cemig recuou e tentou mudar a proposta já aprovada. A empresa alegou problemas judiciais e anunciou que não mais usaria o saldo individual do PGE para as dívidas dos inadimplentes. Também quis aplicar o 1,2% de aumento dos eletricitários em janeiro e o 1% que será concedido em julho para além do reajuste de 15,4%, e ainda não apresentou garantias para cumprir o repasse dos R$ 6 milhões prometidos para o FCAS.

O Sindieletro discordou e foi o único sindicato da base a não assinar o ACE. A Cemig se viu obrigada a voltar atrás e não vai mais aplicar os reajustes de 1,2% e 1%. Garantiu o repasse dos R$ 6 milhões para o FCAS. Como alternativa para o impasse sobre o uso do saldo individual do PGE, a Cemig apresentou proposta alternativa de parcelar as dívidas dos participantes em situação de exclusão e já excluídos do Plano de Saúde em 12 vezes, com possibilidade de refinanciamento.

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