Terceirização: coronelismo na Plantel

01 de Setembro de 2017 às 09:20

A empreiteira que presta serviços de projetos para a Cemig em Belo Horizonte, Divinópolis e Uberlândia age na base da ilegalidade e da exploração dos seus trabalhadores.

As práticas perversas e desrespeitosas incluem a convocação para o trabalho no meio das férias e a extensão de jornada sem pagamento de horas extras, caso falte energia nos seus prédios ou quando o sistema da Cemig fica fora do ar. Tudo isso acompanhado de uma excessiva cobrança por produtividade.
Cansados de tanto desrespeito, os trabalhadores, que estão em campanha salarial, denunciam estas práticas absurdas da empresa. Além disso, eles recusaram - pela terceira vez - a péssima proposta de acordo coletivo apresentada pela empresa.

Exploração

Para se ter um ideia dos abusos praticados pela Plantel, os trabalhadores não recebem tíquete alimentação no período de férias e de afastamento por gravidez ou doença.
Mesmo com a altíssima produtividade, a empresa se recusa a discutir a distribuição da participação nos lucros e resultados (PLR) e oferece apenas R$ 150 de abono para cada trabalhador ou trabalhadora.

Quando o assunto é o plano de saúde, aí é que a relação de trabalho vira uma verdadeira confusão. Cada cidade tem um plano diferente e nenhum deles atende de forma satisfatória o trabalhador e a sua família.

A alegacão da empresa para tanta exploração é sempre o baixo valor que apresentou para vencer a licitação e assinar o contrato de prestação de serviço para a Cemig. Mas, mesmo com essa argumentação fantasiosa, a empresa vive em busca de novas licitações.

Assim fica fácil, chicote nas costa do trabalhador e dinheiro no bolso dos patrões. Mas a direção do Sindieletro avisa que vai apurar todas as denúncias e tomar as devidas providências para acabar com a exploração e o autoritarismo na Plantel.

 

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