Ato em Miranda mostra força e unidade na luta pelas usinas

09 de Agosto de 2017 às 08:36

O ato em Indianópolis, no Triâmgulo, no último dia 18, foi um marco na luta em defesa das usinas de Miranda, Sâo Simão, Bolta Grande e Jaguara.

O coordenador geral do Sindieletro, Jefferson Silva,agradeceu a participação dos movimentos sociais no ato e refirmou que os trabalhadores da Cemig não vão permitir a venda das usinas. Ele alertou que, caso as hidrelétricas  sejam vendidas, os eletricitários e os integrantes da Frente Mineira não pemitirão que elas sejam entregues.

A presidente da CUT Minas, Beatriz Cerqueira, reafirmou que onde há privatização há terceirização  com a consequente precarização das condições e das relações de trabalho. Ela ressaltou que, por causa da terceirização, já existe trabalho análogo à escravidão na Cemig, situação que só se agravaria com a venda das usinas. 

O  presidente da Cemig, Bernardo Salomão, abriu o  ato destacando que a Frente Mineira em Defesa da Cemig está lutando contra uma injustiça e defendendo o patrimônio do estado e a sua riqueza hídrica.

 

Venda é inaceitável

A coordenação do Sindicato está há dois anos mobilizando contra a venda das hidrelétricas da Cemig e este ano intensificou a luta.

Desde a segunda-feira, 14, a corredenação do Sindicat está no Triângulo para debater e convocar os trabalhadores da região para a luta em defesa das usinas e contra a privatização da Cemig. O coordenador da Regional Triângulo, Willian Franklin, e outros dirigentes sindicais da região, visitaram a usinas de Miranda, São Simão, Jaguara e Volta Grande, além de marcar presença em Uberaba. 

 No dia 8 de agosto, em Brasília, junto com representantes da Frente Mineira em Defesa da Cemig, diretores do Sindieletro estiveram reunidos com Aroldo Cedraz, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e com deputados federais da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico. Cobramos o cancelamento imediato do leilão das usinas da Cemig e solução negociada para a renovação das concessões, sem abrir brecha para a privatização das hidrelétricas.

No dia 17  foi realizada uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em defesa das usinas.

No dia 22 de agosto está previsto o julgamento, pelo STF, do recurso da Cemig que pede o cancelamento do leilão das usinas. Por isso, manteremos uma intensa agenda de debates, atos e mobilização em defesa das usinas, em todo o Estado. 

A Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico também irá elaborar um documento em repúdio à realização do leilão. O abaixo-assinado contra a privatização da Cemig por meio do leilão das usinas se mantém. Se você não assinou, clique aqui e assine!

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