Novo plano da Forluz ameaça ativos e aposentados

16 de Agosto de 2017 às 08:00

Na semana passada a Cemig enviou um comunicado anunciando que teria solicitado à Forluz um estudo para a criação de um novo plano previdenciário. De cara percebe-se que não há nenhuma transparência nessa discussão por parte da Cemig e da Forluz.
É claro que a empresa quer um plano que não tenha déficit e, evidentemente, pretende repassar eventuais prejuízos para os trabalhadores.

Também é evidente que um novo plano é uma ameaça para todos os eletricitários. Pois não se pode acreditar que as mudanças atingirão apenas os trabalhadores novatos, e que a migração dos atuais empregados e aposentados será opcional para o novo plano.
A mudança defendida pela empresa é especialmente grave pelo fato do Plano A apresentar déficit desde 2015. A Previc já enviou correspondência à Forluz rejeitando o plano de equalização do déficit apresentado oficialmente pela Fundação, em que a Cemig se propunha a assumir 100 % do déficit. Para a Previc, o déficit (R$ 284 milhões) deve ser dividido entre patrocinadoras e participantes. Tal decisão contraria o que está previsto no regulamento do Plano A desde 1997.

Acreditamos que todos os participantes têm direitos ameaçados pela proposta que protegerá a patrocinadora. Mas a alteração arbitrária dos planos previdenciários, se realizada, seria ainda mais preocupante para os aposentados uma vez que esse grupo já necessita das garantias dos benefícios.

Atropelo, não! Transparência, sim!

É inaceitável que a Cemig - que já gerencia os planos e detém toda a gestão da Forluz, contando, inclusive, com voto de minerva nas tomadas de decisão- decida, após vários investimentos duvidosos e questionados, se isentar de prejuízos nos planos que integram a Forluz.

O primeiro grande desafio nesta batalha é abrir a caixa preta da Fundação, já que informações administrativas e financeiras essenciais sobre os planos não são repassadas sequer para os conselheiros eleitos dos trabalhadores.

Não queremos ficar com os prejuízos, mas que as patrocinadoras paguem apenas o que foi acordado, nada além do que é devido. Exigimos transparência, pois cada eletricitário tem o direito de saber exatamente o porquê do déficit e qual a responsabilidade de cada um neste processo.

Preocupados com toda essa situação absurda, buscamos uma solução unificada entre as entidades representativas dos participantes da Forluz. Esse movimento pela transparência na Forluz pressupõe a participação de todos os eletricitários.

Divulgue, mobilize e apoie a luta em defesa da Forluz, grande patrimônio dos trabalhadores da ativa e aposentados.

 

 

 

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