Cemig: piora nos serviços e nas condições de trabalho é real

06 de Abril de 2017 às 08:30

Não tem como a Cemig negar que os serviços e o seu quadro de pessoal próprio estão sendo cada vez mais precarizados. Como conseqeência, a população mineira sente a queda na qualidade dos serviços e os eletricitários convivem com sobrecarga de trabalho e risco para a saúde e segurança.

A precarização da rede pode ser constatada pelos dados sobre a redução de pessoal e do DEC (indicador que mede a duração de interrupção de energia por unidade consumidora). E não estamos fazendo discurso, a situação é realmente dramática!

Números da própria empresa, divulgados em balanços de resultados, anualmente, apontam que em 2014 a Cemig Holding, Cemig D e GT empregavam 7.920 eletricitários, sendo 6.073 na Distribuição. Mas de 2015 a até setembro de 2016 foram fechados 839 postos de trabalho no quadro da Companhia, sendo 691 na Cemig D, uma redução de 11% na quantidade de trabalhadores.

Até setembro do ano passado a empresa contava com 7.081 eletricitários no quadro próprio, mas esse número pode ser maior quando a Cemig divulgar o balanço dos resultados de 2016, como está previsto para o início deste mês.

Enquanto isso, as terceirizações crescem a todo vapor, sem que a empresa divulgue números das contratações via empreiteiras. Perdem os trabalhadores e perde a sociedade.

DEC na trajetória preocupante

Quanto ao DEC, é bom lembrar que a Aneel determinou que as distribuidoras de energia devem cumprir metas da duração de interrupção de luz por unidade consumidora para a prorrogação da concessão dos serviços. Se houver descumprimento por dois anos, a distribuidora perde a concessão. Essa exigência está valendo desde 2016.

O DEC é um dos indicadores que aponta a qualidade dos serviços da empresa distribuidora. Em 2016, quase que a Cemig não cumpre a meta estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A Aneel determinou uma meta do DEC máximo de 11,62 e a Cemig alcançou 11,52. O que preocupa o Sindicato é que o DEC da Cemig D vem aumentando há três anos e a empresa, até o momento, não fez nada para abaixar o tempo que o consumidor fica sem energia.

O grande desafio da Cemig é reverter essa trajetória de aumentos, sobretudo porque a meta da Aneel para 2017 é de um DEC de 11,32. E a precarização vai aumentar com o PDVP.

Não é de hoje que o Sindieletro denuncia os efeitos do sucateamento da rede da Cemig e do desmonte do quadro próprio sobre a qualidade dos serviços prestados. Os governos anteriores negligenciaram esses alertas do Sindicato e o governo Pimentel também se faz cego e surdo diante desse modelo de gestão predatório.

 

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