Cemig nega venda de subsidiárias para pagar dívidas

13 de Marco de 2017 às 09:36

Cemig nega venda de subsidiárias para pagar dívidas

Atualizado - Em matéria publicada pelo Diário do Comércio na terça-feira,14, a Cemig desmentiu as informações que circulam no últimos dias e afirmou que está descartada a possibilidade de venda da Cemig D e da Cemig GT, conforme noticiou a imprensa nacional e internacional na última semana.

Em comunicado à imprensa, a estatal mineira também comentou sobre o plano de vender quatro usinas da Companhia, como forma de gerar um caixa de cerca de R$ 6 bilhões. Confira aqui.

 

Veja matéria anterior:

(Cemig procura sócios e planeja IPO para duas subsidiárias)

Na semana passada, diversos veículos da imprensa nacional e internacional divulgaram notícia afirmando que Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), planejava vender uma participação majoritária em duas unidades e listá-las em São Paulo e Nova York nos próximos meses, como parte de uma medida que poderia ajudar a terceira maior concessionária de energia do Brasil a reduzir a dívida e diminuir o peso das decisões governamentais na empresa, disse uma pessoa com conhecimento direto do plano neste domingo.

O Estado de Minas Gerais, que detém 17% do capital da concessionária e controla sua administração, anunciará o plano no próximo mês, uma vez cumpridos alguns requisitos legais e operacionais, disse a pessoa que pediu anonimato para falar livremente sobre o plano.

As subsidiárias, a empresa de geração e transmissão de energia elétrica Cemig GT e a empresa de distribuição de energia Cemig D são de propriedade total da Cemig, como a empresa é comumente conhecida.

As negociações com parceiros potenciais, que incluem um banco de investimento brasileiro não divulgado, uma empresa de investimento da América do Norte e uma empresa de energia elétrica da Ásia, estão em estágio avançado, disse a fonte.

Uma vez que o Estado de Minas Gerais defina a entrada dos sócios para participação na Cemig GT e a Cemig D, ambas as empresas serão capitalizadas e, em seguida, sua oferta pública inicial será lançada, segundo a fonte.

A Cemig está considerando contratar dois bancos de investimento nacionais e um estrangeiro para subscrever a IPO, da qual a empresa espera arrecadar cerca de 4 bilhões de reais (1,3 bilhão de dólares), disse a pessoa.

Os recursos da IPO serão usados para reduzir a dívida de 13,7 bilhões de reais da Cemig, de acordo com a fonte. A dívida da concessionária triplicou nos últimos cinco anos, após uma onda de aquisições e uma decisão do governo Dilma Rousseff de renegociar os contratos de energia com as concessionárias, em 2012.

A assessoria de imprensa da Cemig, com sede na cidade de Belo Horizonte, não quis comentar. O gabinete do governador de Minas Gerais, Fernando Pimental, também se recusou a comentar.

Essa estrutura da transação de venda do controle de subsidiárias da Cemig permite que Pimentel atenda às regras estaduais que proíbem uma venda direta da controladora aos investidores, ao mesmo tempo em que dá um grande passo para a solução de uma crise fiscal que afeta o terceiro Estado mais populoso do país.

Vender o comando de ambas as unidades é um movimento mais palatável politicamente do que uma privatização da Cemig, o que exigiria uma emenda à Constituição do Estado.

O presidente da Cemig, Bernardo Salomão, disse a membros do sindicato de trabalhadores da empresa os planos para vender o controle de várias usinas de energia na semana passada.

Os líderes dos sindicatos prometeram se opor a qualquer tentativa de vender a Cemig ou ativos principais para investidores privados.

Reuters

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